Mercado capaz de gelar

No frio do inverno, capaz de gelar qualquer um, surge o temido pelos adeptos dos clubes que não são buracos sem fundo, tubarões financeiros, o mercado de janeiro.
A ideia seria ajustes ao plantel a meio da época desportiva, e esses ajustes podem mesmo fazer toda a diferença para melhor, ou então para pior, no caso de clubes que sobrevivem de vendas, e não tem poder financeiro para combater o assédio generalizado de ligas, como a inglesa.
O poder de compra da Premier League se compararmos com outras, é uma diferença abismal, clubes recém-promovidos com maior capacidade financeira que clubes que disputam todas as épocas Liga dos Campeões, torna-se insustentável, e impossível manter essa batalha, igualar salários esta fora de questão, então a única opção é deixar sair os melhor ativos em janeiro, muitas vezes sem planeamento prévio, ou em cima do fecho, sem que dê para colmatar essa lacuna, correndo o risco de condenar a restante época.
O mercado de inverno foi mais uma invenção para lucrar milhões, sem pensar nos milhões de clubes que não aproveitam em nada esse mês, vivem na dúvida do sai ou não sai, entra ou não entra, com provas a decorrer. Se o objetivo era ajudar plantéis afetados por um mau planeamento no verão ou por lesões, talvez 15 dias fosse o suficiente.
As transferências no futebol são o jogo fora das quatro linhas mais lucrativo, e hoje parece despertar mais interesse nos adeptos...
O protagonista, o jogador, o que mais "sofre" nesses 31 dias de rumores e dúvidas. Num mês recheado de grandes jogos, pedimos aos jogadores que se foquem, mas como, quando nem sabem se amanhã eles e as suas famílias tem de procurar uma nova casa.
O mercado de janeiro é capaz de gelar a maioria dos adeptos, e no final em pouco acrescenta, além de dinheiro, que cada vez é a estatística que mais importa no futebol.


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