Radar LdS | Leão leva a melhor no Derby della Madonnina
| Foto: AC Milan |
À entrada para a jornada 24 da Serie A, os dois colossos de Milão encontravam-se separados por 4 pontos. O campeão em título Inter lidera neste momento o campeonato, e uma vitória no derby da cidade não só colocaria pressão no Napoli, como afastaria o eterno rival da luta pelo Scudetto.
Foi com este bálsamo que os nerazzurri entraram na partida, apostados em encostar o Milan às cordas. Simone Inzaghi apostou no seu clássico 3-5-2 com os dois grandes desequilibradores nas alas, Dumfries à direita e Perisic à esquerda. Na frente de ataque, a escolha recaiu na dupla de avançados mais forte da equipa, tendo Dzeko como ponta de lança fixo, e Lautaro Martinez como avançado mais móvel.
Por seu turno, o AC Milan apresentou-se também no seu habitual 3-4-3, tendo como principal arma ofensiva o seu flanco esquerdo com constantes incursões de Theo Hernández e do ex-Sporting Rafael Leão. No meio campo, Stafano Pioli apostou em três homens que, embora com características de contenção como Tonali, Kessié e Bennacer, são igualmente capazes de dar critério à posse de bola.
A primeira parte do jogo foi praticamente de sentido único, destacando-se o guarda redes dos rossoneri. O francês Mike Maignan teve 4 ou 5 defesas de destaque nos primeiros 35min do encontro, conseguindo manter a sua equipa dentro da partida. Por volta da meia hora o AC Milan começou a mostrar-se, e, numa jogada com intervenção direta de Rafael Leão, esteve muito perto de inaugurar o marcador. O internacional português entregou em Sandro Tonali que, de primeira, remata ao ângulo superior da baliza de Handanovic que evita um golaço do internacional italiano com uma grande defesa. Na insistência, Rafael Leão desvia um cruzamento rasteiro, a bola bate em Skriniar e passa a centímetros da baliza nerazzurra. Este primeiro lance de perigo iminente criado pelos rossoneri poderia ter indicado um maior equilíbrio na partida, contudo, na resposta, Lautaro Martinez obriga Maignan a uma defesa apertada e, na sequência do canto, Perisic inaugura e coloca alguma justiça no marcador aos 37min.
Justificadamente insatisfeito com a exibição da sua equipa na primeira parte, Pioli opta por uma substituição ao intervalo que viria a mudar o rumo do jogo. O italiano retirou Saelemaekers que esteve muito desinspirado na primeira parte e colocou Brahim Diaz. O belga nunca foi capaz de desequilibrar ofensivamente, e na defesa foi sempre presa fácil para Perisic. Já o espanhol virou completamente a partida e acrescentou critério ofensivo ao flanco direito dos rossoneri, conseguindo ainda empurrar o croata para trás e retirar-lhe propensão ofensiva fundamental neste esquema do Inter.
A segunda parte foi muito mais equilibrada, mas ainda assim com bastantes ocasiões de golo junto de cada baliza. Com o avançar do relógio Inzaghi pareceu apostado em defender a vantagem e trocou Perisic por Federico Dimarco, apostando na maior consistência defensiva do italiano para conseguir conter o avanço do Milan através do seu flanco direito. Esta substituição acabou por não dar frutos visto que, apenas 5min volvidos, uma recuperação de bola no meio campo e uma transição ofensiva rapidíssima dos rossoneri culminou no empate através de Giroud. Quando seria de esperar uma resposta do Inter, o AC Milan consegue dar a cambalhota no marcador apenas 3min depois e novamente por meio do veterano avançado francês. Após assistência de Calabria, Giroud tem um golpe de génio quando, de costas para a baliza, recebe com o calcanhar esquerdo retirando Bastoni do lance e, no seguimento do movimento, remata com o mesmo pé sem hipóteses para Handanovic. A reviravolta estava consomada e teve um efeito muito forte na equipa do Inter que não mais foi capaz de levar perigo iminente à baliza de Maignan, exceto num lance de Alexis Sanchez que o guarda redes francês conseguiu resolver. Até final da partida, o AC Milan foi capaz de controlar o ritmo do jogo, tendo como única nota de destaque a expulsão de Theo Hernández já no último minuto de compensação.
Quanto a Rafael Leão, cumpriu os 90min da partida e foi claro o seu impacto na envolvência ofensiva da equipa. Na primeira parte, todos os lances de ataque do Milan passaram pelos pés do português que foi o elemento mais no que toca a trazer a bola para a frente e a permitir aos defesas rossoneri respirar um pouco. O seu impacto na segunda parte caiu um pouco, fruto da inspiração de Brahim Diaz e na incapacidade que o Inter demonstrou em parar o espanhol. Embora não tenha tido um impacto direto no resultado, Rafael Leão fez uma exibição razoável e saiu com um sorriso do derby milanês.
O AC Milan aproximou-se assim do seu rival e garantiu, na pior das hipóteses, o segundo lugar em igualdade pontual com o Napoli, caso os Partenopei vençam em Veneza. Já o Inter perdeu a oportunidade de se afastar dos seus seguidores, tendo agora apenas um ponto de vantagem sobre Milan se bem que com uma partida em atraso
Nota:
Rafael Leão (Avançado): 6/10
By: Ângelo Sousa


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