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Radar LdS | Ex-Leão desbloqueia derby Andaluz

Acuña Sevilla Betis
Foto: Sevilla FC

Um derby é sempre um derby. E se o ambiente não arrefeceu quando o Bétis lutava pela manutenção, e mesmo quando estava na 2ª divisão, o que seria de esperar quando se recebe o grande rival com a possibilidade de o igualar na 3ª posição? Foi com este cenário que 50mil béticos se deslocaram ao Benito Villamarín para apoiar o seu clube no jogo da 13ª jornada da Liga Espanhola.

A primeira parte foi bem disputada, com o Sevilla de Lopetegui a apresentar-se num 4-3-3 com um futebol muito apoiado e rendilhado como é característica do treinador espanhol. Os blanquirrojos dispuseram de mais posse de bola e ocasiões de golo, mas pertenceram aos béticos as mais perigosas, fruto do jogo mais direto incutido por Pellegrini com o seu clássico 4-2-3-1.

Como a maioria dos derbies, este ficou marcado pelo ambiente quente, nervos à flor da pele e várias entradas duras. Prova disso mesmo foram os 4 cartões amarelos mostrados por Mateu Lahoz, dois dos quais a Guido Rodriguez que, com duas entradas perfeitamente desnecessárias, deixou os béticos reduzidos a 10 em cima do intervalo. A expulsão do argentino obrigou Pellegrini a tirar Willian José e a colocar o William Carvalho para reequilibrar a equipa. O português chegou assim aos 100 jogos pelos heliopolitanos, na partida mais importante da cidade da Andaluzia.

Se a primeira parte foi bastante equilibrada, a segunda acabou por ser dominada pelo Sevilla, bastante ajudado pela superioridade numérica. Foi assim com naturalidade que Marcos Acuña abriu o marcador com um grande golo à passagem do minuto 55. Servido por Ocampos, o antigo jogador do Sporting disparou uma bomba de pé esquerdo junto à esquina da área e bateu Cláudio Bravo sem qualquer hipótese. O Bétis tentou responder à desvantagem no marcador, muito por força de Fékir, mas sem conseguir bater o guarda-redes Bono. O Sevilla passou então a adotar o estilo de jogo característico de Lopetegui, optando por trocas de bola curtas e variações constantes de flanco, sendo que apenas algumas falhas na definição e lances clamorosamente desperdiçados por Rafa Mir fizeram com que o marcador não tomasse dimensões mais volumas e ingratas para os Béticos.

Como se já não bastasse a desvantagem numérica e o facto de estar a perder em casa contra o eterno rival, o Bétis viu ainda o Sevilla chegar ao 0-2 através de um auto golo de Héctor Bellerín aos 81 minutos depois de uma boa jogada no flanco direito, em que o lateral espanhol teve a infelicidade de estar no caminho do cruzamento fortíssimo de Montiel.

Quanto aos dois ex-leões em campo, foi obviamente Marcos Acuña quem se ficou a rir ao ver a sua equipa bater o rival na sua casa, ficando o gosto especial de ter sido ele a desbloquear a partida. O lateral esquerdo argentino esteve sempre muito em jogo, tal como o lateral direito Montiel, não comprometeu defensivamente e participou em grande parte dos lances de perigo criados pela sua equipa. Já William Carvalho teve um jogo muito ingrato, tendo entrado ao intervalo para equilibrar a equipa após a expulsão de Guido Rodriguez. Embora não tenha tido falhas defensivas e tenha tentado imprimir a sua classe característica na saída de bola, não conseguiu contrariar a maré do jogo e acabou por não ter influência no resultado.

Nota final Joaquín, o já histórico extremo do Bétis que, com 40 anos, entrou no jogo aos 89 minutos para aquele que foi, muito provavelmente, o seu último derby andaluz no velhinho Benito Villamarín.

Notas

William Carvalho (médio, Bétis) – 4/10

Marcos Acuña (defesa, Sevilla) – 7/10

 

 

 

 

By: Ângelo Sousa

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