Opinião | Claques vs. Direcção
Quantas vezes já não assistimos a isso no Sporting? Já se perde a conta as manifestações contra órgãos da direcção, ou alvos concretos a maioria das vezes fundamentados se a bola entra ou não na baliza.
Guerras constantes, divisões internas quase que já se tornou algo normal, mas nunca pode ser normal chegar a um ponto onde vale tudo, e agressões físicas não podem em instância alguma ser um refugio de maus resultados desportivos.
O descontentamento constante dos Sportinguistas já é quase um modo de sobrevivência, não sabemos dar tempo a um treinador e tão pouco a um presidente, porque haveríamos de esperar mudança se o comportamento do adeptos continua o mesmo.
Hoje assistimos a uma das maiores divisões do clube nos últimos anos, pede-se a demissão do presidente, e por sua vez um presidente que pede a "demissão dos adeptos".
Claques vs. Direcção = Destruição
Desde a vitória da actual direcção, ainda Frederico Varandas nem tinha aquecido a cadeira, e já estava a ser contestado, é verdade que ganhou com menos votantes que João Benedito, mas isso não justifica, afinal todos já tínhamos conhecimentos das normas, e embora concorde ou não, sócios a mais tempo têm mais votos, e com isso Frederico Varandas ganhou, e contente ou não aceitar essa decisão e ficar acima de tudo do lado do clube é o mais importante num momento crítico como o que o Sporting Clube de Portugal tinha acabado de passar, um dos períodos mais negros da historia, que deixara marcas e prejuízos nos próximos anos, protagonizado por alguns membros da claque "Juventude Leonina".
Meter tudo no mesmo saco...
Mas será que julgar uma claque inteira por um grupo de cerca de 40 indivíduos é o mais correcto... Frederico Varandas nos seus primeiros meses não teve uma posição muito hostil com as claques, mais concretamente, "Juventude Leonina" e "Directivo Ultras XXI". E algum tempo passou, para nos simples mortais parece que foi uma eternidade, mas para quem vivenciou aquele terror ainda nem começou a sarar. E foi então que voltamos a presenciar, insultos a jogadores, direcção, tentativas de agressão e mais recentemente novamente agressões físicas. Tudo escalado por decisões tomadas por parte da direcção, cortar certas regalias as claques, e com a continuidade dos insultos nos estádios, retirados todos os apoios por parte do clube.
A Juventude Leonina não se pode demarcar sempre que alguém é agredido por um elemento da sua claque.
Uma posição por parte da direcção que deveria ter sido tomada logo que assumiu, mas ainda assim acaba por ser mais justificada do que o pedido de destituição.
E então vemos adeptos do lado das claques, adeptos do lado da direcção, e alguns que ficam no meio é apenas querem estabilidade para o clube, independentemente se gostam ou não de quem esta a frente do mesmo.
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