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GVFC vs. SCP - Tanta posse de bola mas o que fazer com ela

foto: Vítor Parente /Kapta+
Uma noite de vento em Barcelos trouxe lembranças negativas de um passado recente.

Onze inicial era o mesmo da ultima partida contra o PSV, a excepção da troca de Bolasie por Jesé Rodríguez na frente de ataque. Voltamos a ter Max na baliza, a sua estreia no campeonato.

Jogo começa do lado do Sporting, que logo ao minuto 2' gera o primeiro momento de frisson, queda de Jesé na área numa disputa de bola, pediu-se penalidade, mas o juiz da partida, Hugo Miguel, nada assinalou, e bem, houve apenas um simples contacto, mas nada suficiente para grande penalidade.
Logo de seguida é a vez do Gil Vicente, ao minuto 3', cruzamento da direita e Sandro Lima tenta um pontapé de bicicleta, mas acerta de raspão, passa o perigo.
Sporting com mais bola, ia trocando mas sem conseguir entrar com qualidade na área dos Gilistas, e ainda com 0 remates a balizada.
O Gil Vicente ia aproveitado as bolas em profundidade para tentar chegar ao golo, mesmo com menos posse de bola o Gil ia sendo a equipa que dava a impressão de ser mais perigosa.
E acaba mesmo por confirmar ao minuto 18'. Bola metida em profundidade na ala direita para Sandro Lima, Tiago Ilori ainda controla, mas um grande erro, deixa escapar e Sandro Lima não desperdiça puxa para dentro e assiste Bozhidar Kraev que faz o primeiro da partida, deixando assim o Gil Vicente em vantagem logo ao min 18' 1-0. Tinha elogiado muito a prestação do Ilori na última partida, hoje um erro gravíssimo a custar muito caro a equipa.
Jogo prosseguiu com o Sporting com mais bola mas ainda sem remates, a falta de criatividade no jogo estava evidente.
Ao longo dos restantes minutos da primeira parte houve algumas tentativas, pela ala direita de Acuña, mas nenhum com real perigo. Ainda ao minuto 41', grande corte de Mathieu a evitar o pior.
Pouco depois ao minuto 43', Wendel a livrar-se de vários adversários dentro da área, com alguma sorte pois a bola tabelou num jogador do Gil, e sobrou para Wendel que remata a malha lateral, Esse que foi o primeiro remate dos leões no jogo. E reflectia um pouco da ineficácia que estava a ser o jogo a nível ofensivo. Quando o Gil já contava com 4 remates a baliza do Sporting, quase todos em saídas rápidas e bola em profundidade nas costas da defesa.
O Sporting tinha mais bola mas parecia não saber o que fazer com ela.
Já no tempo de compensação da primeira parte, 45'+2, Jesé com grande oportunidade, fica na cara do guarda-redes dos Gilistas, que defende. Ficou a sensação que Jesé Rodríguez podia ter feito mais.
Mas é pouco depois que surge o suspeito do costume, Bruno Fernandes ao minuto 45'+4, com um passe excelente, colocado nas costas da defensiva do Gil, onde aparece Wendel para finalizar, uma má abordagem de Denis na cobertura que ainda toca na bola mas deixa escapar, para bem dos leões.
Acaba a primeira parte 1-1, ficamos com a sensação que o Sporting estava a encontrar o caminho com a baliza, ou o vento estava ajudar.
Sporting termina a primeira parte igualando o Gil Vicente em numero de remates 4, 2 enquadrados, mas com muita mais posse, 24%-76%.
Sporting com mais bola, Gil mais perigoso.

Começa a segunda parte. Se pensávamos que iríamos ver um Sporting esmagador no segundo tempo, ou mudanças que iriam mexer com o jogo, percebemos logo que não nos primeiros minutos, pouco mudou do primeiro tempo, Sporting ainda com mais bola, bastante mais bola, mas sem saber o que fazer com ela.
E mais uma bola colocada em profundidade para Baraye, que já em posição privilegiada para alvejar a baliza dos leões é parado em falta por Marcos Acuña. Grande Penalidade assinalada por Hugo Miguel. Sandro Lima é o homem do Gil chamado a marcação, que não hesitou, Max para um lado bola para outro. E aumenta assim o marcador para 2-1 55'.
Se esperávamos então ver um Sporting atrás do prejuízo, vimos um Jesé a tentar resolver sozinho quando tinha a bola, o ponta de lança Luiz Phellype das poucas vezes que era chamado a intervir não tinha eficácia, ou nem chegava a bola, de resto passou um jogo totalmente ao lado e apagado.
Vou ter de realçar um momento negativo do Luís Maximiano, que ao minuto 62' tentou fintar um adversário a frente da sua baliza, com o Sporting já a perder por 2-1, deixou escapar e deu canto para o Gil. Por momentos vemos um menino na baliza com enorme potencial, mas a momentos que salta a vista a sua falta de maturidade nos grandes jogos, esperemos que aprenda com esses erros.
Os Leões continuaram o jogo com a posse de bola, mas sempre que chegavam área do Gil parecia que não sabiam por onde ir.
Ao minuto 68', mudança no onze, sai Wendel, entra Yannick Bolasie, Tira um médio mete um extremo, normalmente titular nos últimos jogos. Estava em 4-4-2 e passa para um 4-3-3.
Wendel a deixar o campo com uma exibição até relativamente positiva.
Silas a perder pretendia dar mais poder ofensivo visto que o Sporting não estava a conseguir causar verdadeiro perigo a baliza do Gil.
Mas Bolasie não acrescentou muito, e Sporting continuou com algumas tentativas de Vietto, mas parecia que o vento que estava em Barcelos estava soprar contra os Leões, a bola não ia em direcção da baliza de jeito nenhum.
Mais uma mexida ao minuto 76', Sai Jesé entra Rafael Camacho. Jesé como já referi, jogo negativo, trabalhou pouco com a equipa, e limitou-se a tentar resolver a nível individual.
E nos 14' minutos em que Rafael Camacho esteve em campo deixou melhores indicações que os 76' de Jesé.
Faltavam 10 minutos para terminar a partida e o Sporting continuava a esmagar na posse, mas sem qualquer criatividade na frente, mesmo depois das mexidas.
Min 83' Silas opta por tirar um central, Ilori, que acabou por estar ligado ao jogo pela negativa. E entra Eduardo Henrique, um médio defensivo. Passou para um 3-4-3. Senti que na altura seria mais importante meter mais um homem na frente ou tirar Luiz Phellype, mas a verdade é que não havia mais ninguém de cariz ofensivo para meter, tirando Miguel Luís. Falta de opções no banco do Sporting ficam mais claras nesses jogos, quando falta criatividade.
Bolasie ao min 87' com um cabeceamento perigoso, mas algum azar e a bola bate no Camacho que estava no caminho, nos poucos momentos de verdadeiro perigo do Sporting no ataque parecia que estavam naqueles dias de azar, mas a verdade é que pouco chutaram a baliza, na realidade foram 0 os chutes enquadrados com a baliza na segunda parte. Fica difícil marcar quando a bola não vai em direcção da baliza.
Já depois do min 90', lance polémico, Doumbia acerta com o braço dentro da área em Lourency, que fica a sangrar do nariz. Hugo Miguel foi ao VAR assinalou Penalti e deu segundo amarelo a Idrissa Doumbia. Que acabou por ser retirado e o penalti também porque o começo da jogado do Gil estava em fora de jogo, um momento bastante caricato.
Tínhamos o Sporting ainda a procura de pelo menos o empate, e foi do pé de Jérémy Mathieu ao minuto 90'+8  com um remate forte mas que sai ao lado. Pouco depois,  bola na posse do Sporting, uma tentativa de colocar a bola na área cortada pelo Gil Vicente que sai rápido, ainda para mais Sporting já com menos um central, Zakaria Naidji já dentro da área contornou Acuña, e Bruno Fernandes que ainda tenta fazer a cobertura, passividade também de Eduardo e acima de tudo Doumbia na abordagem ao lance, faz assim o Gil Vicento o seu 3º golo, 3-1 resultado final.

O Sporting acaba com uns incríveis 77% contra 23% do Gil em pose, 9 remates contra 7, mas apenas 2 enquadrados contra 4 do Gil. Grande eficácia do Gil Vicente que faz 3 golos em 4 remates enquadrados.
Já essa instabilidade do Sporting em resultados continua, a falta de criatividade, e falta de remates a baliza, a falta de opções no banco a nível de avançados também não ajudam Silas, esperemos que Pedro Mendes seja inscrito já em Janeiro, porque esse Sporting precisa urgentemente de mais um ponta de lança.

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